Na última quinta (27), cem componentes do Projeto Sinfonia Cidadã entre crianças e adolescentes, se apresentaram pela segunda vez no teatro Luiz Mendonça, no parque Dona Lindú, zona sul do Recife.

A orquestra faz parte do Projeto Samuel e Fundação AIO de Educação e Assistência Social, criada e mantida pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Pernambuco (IEADPE). A apresentação foi restrita para quinhentos convidados, entre populares e familiares dos integrantes de seis centros vida, das comunidades de Santo Amaro, Ilha de Deus, Aguazinha, Mustardinha, Tururu e do Cabo de Santo Agostinho.

Durante 1h, nove músicas foram tocadas. O repertório foi escolhido pelo Maestro Ramos, que também é professor de música do Projeto. “Todas às vezes que nos apresentamos é uma experiência nova. Esse momento é inesquecível e essas crianças são a resposta do cuidado de Deus”, afirmou o maestro. A coordenadora do Projeto Samuel, Judite Alves, se emocionou durante o espetáculo e encerrou o agradecimento com um versículo. ”Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres. Salmos 126:2”. 

As crianças do Projeto Samuel são de comunidades carentes e vivem em situação de vulnerabilidade social no Recife e Região Metropolitana. O trabalho com elas é feito desde pequeno até a maior idade. Deivson de 18 anos está no projeto desde os três, hoje além de tocar na orquestra ele é professor de música. “É uma responsabilidade muito grande, mas agradeço a Deus por tudo que Ele tem feito por mim. A alegria de vivenciar tudo isso, nosso trabalho, esforço e saber que o Senhor tem nos honrado, é uma alegria imensa”. 

Para Rosângela Medeiros uma das coordenadoras do Projeto Samuel, este ano a apresentação foi mais tanquila, já que as crianças e os adolescentes evoluíram musicalmente neste último ano. “Elas estavam mais familiarizadas com a música, com o palco e a platéia. Tudo foi para Glória de Deus”. O Projeto Samuel foi criado há 13 anos e é desenvolvido em dez Centros Vida atendendo crianças e adolescentes, entre 3 e 18 anos, sem discriminação de raça, sexo e religião. Através das atividades socioeducativas, o Projeto promove oportunidades para a troca de conhecimento e desenvolvimento de habilidades, em horários alternados aos da escola.